Muitas vezes ouvimos alguns comentários e frases que enfatizam que problemas familiares somente mudam de endereço, pois são sempre os mesmos… Para quem sabe que nossas palavras tem poder sobre nossas vidas e sobre a vida de nossas famílias, fica claro que muitas vezes nós somos prisioneiros das circunstâncias. Muitas vezes ficamos presos ao que a sociedade dita como atitudes “normais” ou conseqüências “normais”. Deixa eu parar de filosofar e dar um exemplo prático:

Numa situação comum, um adolescente recebe alguns limites de seu pai… Às vezes os limites e proibições até são bons ou com boa intenção, mas a forma como são colocados provocam uma rebelião e posterior ressentimento. Isso vai crescendo até o ponto de chegar um dia em que este adolescente já um jovem, começa a querer achar um jeito de sair de casa para ganhar a sua “liberdade” e poder viver como quiser…

A situação acima acontece dia após dia em diversas famílias, e, ambas as partes raramente pensam em mudar a rotina destes fatos. A sociedade continua evoluindo e a adolescência passa cada dia mais a ser uma idade em que não damos muito valor à proximidade dos pais por causa de várias restrições. As orientações quanto à criação dos filhos continuam sendo dadas aos pais, mas não geram a queda desta barreira e, quando muito, colaboram com o aumento de proibições e regras práticas ilusórias.

Num filme infantil chamado “Lucas – Um intruso no formigueiro”, conseguimos visualizar uma situação que retrata uma mudança de rotina. Imagine se um pai de um adolescente muito revoltado e desobediente tivesse a oportunidade de ter este filho totalmente submisso sem poder fazer nada contra o que este pai mandasse… O que este pai faria…? Descontaria todas as vergonhas que tenha passado? Ou, vejamos, a situação contrária… Um filho que durante uma fase de sua adolescência passou por frustrantes situações com as posturas de seu pai e de um dia para o outro, este pai se torna apático, consentindo com todas as vontades deste filho…, o que ele faria? Descontaria tudo que sofreu e aproveitaria o máximo a liberdade à sua disposição? Perderia tempo em perguntar a opinião do pai a respeito de alguma coisa que quisesse fazer?

O fato é que algo tão difamado como ruim em nossa sociedade é aceito em nosso cotidiano de uma forma muito natural: EGOÍSMO. Eu quero sempre impor meu ponto de vista e nunca me colocar no lugar da outra pessoa, ou, ao menos, tentar entender os motivos que embalam os desejos das pessoas ao nosso redor.

Jesus nos deixou vários exemplos de como mudar as rotinas… Chegou ao ponto de dar sua vida no maior destes exemplos. Segue abaixo um destes exemplos e creio que muito mais do que tudo o que escrevi, lendo este exemplo, você será edificado pelo Espírito Santo e entenderá algo que pode ser seu passaporte para a liberdade nesta área de sua vida.

João 8

Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?” Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”. Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando pelos mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele. Então Jesus pôs-se em pé e perguntou-lhe: “Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?”
“Ninguém, Senhor”, disse ela. Declarou Jesus: “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado”.

Tiago

Min. Sopro de Avivamento